sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Coloquei-me no canto da reinvenção, insisti em colocar aquela velha calça, a lembrança de quando vivia no canto da pequenez, para me recordar das travessuras e do quanto foi minha companheira, ela insistiu em não entrar, peguei a tesoura, tentei fazer cortes lindos com a imaginação de se tornar algo legal, e me ajudar a enfrentar os novos tombos, hoje um tanto que complicados, mas a tesoura ganhou vida própria, desatei-me a chorar por ter retalhado a infância querida que viveu dentro dela...os retalhos ficaram meros suportes de ensinamentos, que toda arte nem sempre fica como a gente deseja, mas que da uma dor, dá, a calça nunca será a mesma, assim como a nova criança que hoje coloca calças maiores....

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